
Que saudades de meus próximos anos,
dessas que nascem nas coisas futuras,
nas coisas do futuro:
Sorrisos que virão,
abraços que virão,
saudades que virão.
E eu, só,
gostaria de me fazer companhia lá,
naquela cabaninha que os otimistas chamam de futuro.
Por favor poeta...
O que é esta entidade?
O futuro?
Será que ser feliz cabe lá?
Algumas pessoas,
dessas que fazem cercas e criam conceitos em cativeiro,
Eu segurei o riso,
por que há aqueles que rastejam por dentro,
sem que os ventos
que ventam do lado de fora
possam ver,
retirados profundamente para dentro de si mesmos.
Mas entre essas saudades que apertam,
creio no riso e na lágrima
e faço parte desta casca de nóz
e ela me torna perplexo,
por que é isso que somos,
perplexidade.
A morte vem de longe,
vem do futuro
e nos espera em algum desses lugares
lá por detrás de algum sonho ou plano,
na dobra do tempo
esse vilão que me encosta na parede
e me diz:
“Conquiste todos os relógios do mundo, mas nunca terás o tempo”.
San Rodrigues

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